Secretário de Defesa Civil de Sapucaia reafirma conclusão do DRM sobre áreas de risco

No último domingo (05/02) o Secretário de Planejamento e Defesa Civil de Sapucaia, Marco Antônio Teixeira Francisco, reafirmou em reunião r...


No último domingo (05/02) o Secretário de Planejamento e Defesa Civil de Sapucaia, Marco Antônio Teixeira Francisco, reafirmou em reunião realizada com moradores do Centro, Metrama e São João, na Casa de Cultura, que a sede do município de Sapucaia, já foi palco, no passado, de processos geodinâmicos perigosos, como voçorocas e deslizamentos de solo e rocha.
A população das áreas de risco remanescente/iminente com maior concentração de casas no centro de Sapucaia, deve estar atenta a possibilidade de escorregamentos ou deslizamentos também, já que em Janeiro ocorreram desastres relacionados com este tipo de fenômeno em Jamapará, frisa Marco Antônio.
De acordo com a Carta de Risco Remanescente/Iminente do Distrito de Jamapará, divulgado pela Equipe do Núcleo de Análise e Diagnóstico de Escorregamentos – NADE do Departamento de Recursos Minerais do Rio de Janeiro no último dia 31 de janeiro, tanto a sede do município, quanto Jamapará, já sofreram feições de escorregamentos no passado devido a sua geologia por processos geodinâmicos perigosos.
A carta de risco foi preparada com base em mapeamento de campo, observações de sobrevoos de helicóptero e interpretação de fotos frontais tomadas da cidade mineira de Além Paraíba. O estudo identificou 11 áreas de risco iminente no distrito de Jamapará, ameaçando 102 casas de acidentes como escorregamentos, deslizamentos de solo, erosão e até mesmo queda de blocos rochosos.
A carta delimita o risco remanescente e iminente em relação às áreas afetadas pelos escorregamentos recentes que causaram a morte de 22 pessoas no mês passado.
Os setores de risco remanescente são considerados aqueles extremamente críticos onde o material não mobilizado está prestes a se movimentar, bastando para tanto, chuvas menores que a registrada nos desastres de Janeiro.
Segundo o DRM/RJ, trata-se, em última análise, das áreas onde os moradores devem ser evacuados de pronto, sem, contudo, promover a demolição das casas, uma vez que as mesmas ainda protegem outras casas situadas a jusante.
Já os setores de risco iminente são considerados aqueles críticos, ou seja, onde os condicionantes geológicos e uso do solo no setor indicam uma probabilidade de destruição imediata de 01 ou mais moradias e/ou de mortes.
Marco Antônio afirmou ainda que o poder de resposta do município a este tipo de desastre natural não existe. – O município sozinho não tem como atender a demanda que está apresentada e constatada pelo DRM/RJ.
A Secretaria Municipal de Defesa Civil e a própria Secretaria Municipal de Obras de Sapucaia terão que hierarquizar as suas ações de evacuação, interdição ou remoção das casas, ou mesmo definir aquelas que permitam, ainda que de forma temporária, a convivência com o risco.
Está programada para acontecer em curto espaço de tempo a colocação de sirenes em pontos estratégicos visando o alerta para evacuação das áreas em caso de emergência ou iminência de perigo, que será realizada pelo governo do estado, que ainda não divulgou o início da implantação do sistema.


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1 Pessoas Comentaram!

  1. É muito triste ver que existem pessoas insensíveis e desinformadas. Hoje ligaram pro programa do Jornalista Dauro, dizendo que muitas pessoas alojadas no CIEP não precisariam estar lá. Elas provavelmente não sabe que 80% de Jamapará está em área de risco.

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